
Mozart Foschete
Poleiro do Chantecler – o ferrinho do dentista
LULA, JANJA E OUTRAS PALHAÇADAS
Meus caros, raros e fieis leitores,
Que o Lula sempre justificou suas deficiências administrativas e má condução da economia pondo a culpa em seus antecessores, isso todos sabem. Foi assim com o Fernando Henrique Cardoso em 2003, e tem sido hoje, e de forma grosseiramente repetitiva, com o Bolsonaro. Agora, com muito mais intensidade porque é visível o seu incômodo com a popularidade do Bozo. Deve ser chato mesmo para um presidente, cuja eleição está sempre sendo questionada, ver seu derrotado adversário ser ovacionado por onde quer que vá enquanto ele, o eleito, não pode sequer ir a um campo de futebol que as vaias explodem espontaneamente. Incapaz de resolver os problemas, vive dizendo que recebeu um País quebrado, todo bagunçado, um verdadeiro caos. Ele não quer nem saber se recebeu um País que havia crescido 3,0% em 2022, com um superávit em caixa de mais de 50 bilhões reais e com taxas de desemprego e de inflação em queda. Pra ele, a verdade não importa. Como todo demagogo, para ele o importante é a versão. Manipulador inveterado, ele sabe que o seu ouvinte não vai conferir os números que ele inventa ou a versão que ele vende. O problema é que, mais cedo ou mais tarde, a verdade aparece.
Vocês viram a última notícia que saiu sobre os móveis do Palácio da Alvorada – e que foi estranhamente divulgada até com certa ênfase na Folha de S. Paulo e pelo “insuspeitado” Jornal Nacional da TV Globo?
A história verdadeira é a seguinte: logo após a posse, em janeiro do ano passado, a Janja nomeou uma comissão para fazer um levantamento dos objetos e aparelhos domésticos que estariam faltando no Palácio da Alvarada onde ela e o seu real consorte iriam passar os próximos 4 anos. Na ocasião, foi divulgado amplamente que faltavam 261 móveis – com clara insinuação de que os antigos moradores do local – o Bozo e a Michelle – eram os responsáveis pelo desaparecimento dos mesmos. Segundo a Renata, do JN, na ocasião o presidente Lula alardeou – sem apresentar qualquer prova – que “os ex-ocupantes do Alvorada haviam levado tudo”(palavras literais do Lula).
Foi um estardalhaço. Esta constatação do sumiço dos móveis foi uma das justificativas para que o novo casal “real” ocupante do Palácio gastasse de imediato R$ 196,0 mil na compra de sofás e camas luxuosas, quadros de pintores famosos, televisores com tela paredal, tapetes persas e coisas do gênero. Afinal de contas, devemos reconhecer que a Janja tem bom gosto. Haja vista os hotéis onde se hospedam em suas viagens ao exterior – os mais luxuosos e imperiais. Ir para hospedagens das nossas embaixadas nem pensar!
Mas, continuando com o que noticiou na semana passada o Jornal Nacional – leia-se Bonner – em setembro do ano passado uma nova vistoria foi feita por uma nova comissão e foram encontrados inúmeros móveis dados como desaparecidos. Só restaram 83 para serem eventualmente descobertos. Pois agora, segundo aquele insuspeito Jornal Nacional – quer dizer, o Bonner – uma nova comissão inventariante fez novo levantamento e – viva - encontrou finalmente todos os móveis que estavam sumidos. Ou seja, alguém havia escondido estes móveis. Mas para que? Com que intenção? Suspeita-se que o “sumiço” dos móveis foi o grande pretexto para aquela renovação de todo o mobiliário do Palácio para o novo casal que pra lá se mudou.
Pensando bem, há um pouco de lógica neste argumento. Afinal, ninguém gosta de se mudar para uma casa ou um apartamento e continuar usando os mesmos móveis do inquilino anterior. Há pessoas – e eu me incluo entre elas – que não gostam nem de ficar indo para hotéis e ocupar camas que trocentas outras pessoas já ocuparam antes de mim.
Agora, imaginem uma mulher de bom gosto, como a Janja. Tinha mesmo de dedetizar tudo e mandar trocar todos os móveis para evitar qualquer risco de contaminação pelos vermes daquela “gentinha” que vinha ocupando imerecidamente o Palácio que sempre foi e deveria ter sido deles – Lula e Janja – por direito.
A única restrição que faço a esta renovação mobiliária chiquérrima é que ela foi feita às minhas custas. Fosse feita às custas do novo casal imperial, ninguém teria nada com isso. Mas, às nossas custas, aí, com a devida vênia, Dona Janja, eu já discordo!
Chantecler
P.S. Aproveitando a deixa, um amigo meu, reconhecendo a eficiência e competência da comissão inventariante da Janja – que gastou apenas 14 meses para descobrir os 261 móveis que se supunha desaparecidos pelas dependências do Palácio -, sugeriu que essa comissão poderia bem reforçar aquelas equipes de mais de 100 homens de todos os tipos de polícia existentes, com o apoio dos cães de Santo Humberto, reconhecidamente excepcionais farejadores, que estão há dias, senão meses, nas buscas implacáveis aos dois foragidos daquela Penitenciária de Mossoró supostamente de Segurança Máxima. Poderia ser mesmo uma boa. A população brasileira dormiria mais tranquila.
Aproveitando a deixa acima, um outro amigo, exaltando o trabalho exitoso da comissão que gastou só 14 meses para achar os 261 móveis sumidos no Palácio da Alvorada, lembrou que há pouco tempo desapareceu um alfinete no Palácio de Versailles, em Paris, e a equipe de “resgate” de lá gastou quase três horas para encontrá-lo!
Chantecler.
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